És diferente. És como a folha de papel perdida, pura a que eu corro para
entregar tudo o me corrói; deixa-me como o pedaço de terra do qual se
apoderaram sem muito esforço e num ápice o vento sopra e separa-me em várias
direcções.
És como a cola que me (re)encontra, porque a minha alma e todo meu
ser se transformou num puzzle do qual não me consigo (re)lembrar da formula
para finalmente conjugar todas as minhas partes e fazer de mim quem sou, quem
mereço mesmo ser “porque o que não me mata fortalece-me”, e um dia vai deixar
de ser assim. Porque um dia vou acordar e vais estar ao meu lado, a vida vai
deixar de se acumular em fotografia e vou finalmente mergulhar nela como o céu
se encontra com o mar, no distante horizonte que todos os dias permanece,
apesar e tudo e de todos, ele sim, permanece.
És uma força. És quem me levanta sem mesmo te aperceberes, porque não te
enfraqueci, tu fizeste-o sozinha sem sequer olhares para trás vieste (tentar)
enterrar o que tem demasiada força e que por muito que queiras, volta sempre a
florescer.
És um pedaço de mim, é contigo que eu me sinto finalmente completa, é
contigo que a minha respiração se faz ouvir e a voz soar o mais alto que alguma
vez ouvis-te. És tu. És quem eu tanto procurei. És quem me resguarda da
tempestade que é a vida e apaziguas o momento como só tu o sabes fazer.

Sem comentários:
Enviar um comentário