quarta-feira, 3 de julho de 2013


Já aprendi tudo sobre as despedidas, pois o tempo passa e leva a humanidade. As pessoas vão desaparecendo e nós só reparamos quando se trata daqueles que amamos. É levada a alma, deixada a saudade.
E eu nunca estarei preparada para a tua partida. Sei que partirás, ou hoje ou amanhã tu partirás, e a dor será sempre a mesma. Quando a tua alma levitar, o meu corpo abater-se-á sobre o teu num pranto angustiado, que certamente ouvirás.
Como poderei eu amainar a saudade? Diz-me, antes de partires: que poderei eu fazer para sentir menos a tua falta, mesmo sabendo que estarás muito longe, talvez numa outra dimensão? Preciso de respostas. Preciso de me sentir um pouco tranquila, e consigo mesmo ser egoísta ao ponto de estar aqui a pensar em mim! Afinal, és tu quem vai para o desconhecido. Tu é que deves precisar de respostas, deves de estar assustada, não? Desculpa não te saber dizer para onde vais ou o que podes encontrar lá. Neste momento só te posso dizer para não pensares no que vem a seguir disto. Pensa no agora, neste amor todo que te rodeia e aproveita os últimos momentos. Seja lá o que for que está do outro lado é, com certeza, melhor do que este sofrimento.
E se o meu consolo puder ser também o teu, então pensa que algum dia nos encontraremos do outro lado. Também o meu corpo ficará doente, e aí a minha alma encontrará a tua! Estou certa de que na nossa história haverá um reencontro e posso-te prometer que não descansarei enquanto não te encontrar do outro lado, por isso não vás muito longe, fica pertinho, a olhar por mim. 

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