É o caminho mais longo e difícil que eu escolho todos
os dias para atravessar a mais estreita e frágil ponte que teima em manter-se
no meu caminho perante ti, é esta a distância que tanto tempo demorei a
construir, na qual derramei tanto do meu suor, tanto da minhas lágrimas, na
qual tanto gritei e me contorci de sofrimento… que agora quero mandar abaixo e
não consigo, fortaleci-a com tudo o que tinha e de nada me adiantou, reduziu o
sofrimento que mais tarde veio a renascer com mais força do que antes.
Andar sozinha na rua faz-me afundar novamente nas
melh(pi)ores memórias que alguma vez podia ter gravado em mim. Não preciso de
um lembrete para te ter comigo no pensamento, porque és a única coisa que tanto
quero esquecer mas nada do que faço, oiço, vejo, cheiro e sinto, me deixa
largar-te e convencer-me de que tu estás bem, porque eu não estou e parece-me
que não vou estar. Vou ficar para sempre agarrada a esta doença que me domina.
Por muito que queira, por muita vontade que possa nascer de mim como uma fonte,
não consigo estar bem. Não consigo estar no meu mundo, porque ele já não
existe, destruíste-o, porque um ia o levas-te contigo.
Prefiro saltar e cair. A única maneira de cair é
saltar.
P.S.: Preciso que me dês a chave

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