quinta-feira, 1 de setembro de 2011


É disfarçada por entre o mar de rostos curiosos e a transpirar de alegria que vagueio neste mundo. É encantada pela imensa diversidade de corpos acostumados às suas tradições e que pela primeira vez entram no livro da história de uma família enraizada na mais profunda e pura terra, reconhecida e admirada, que não quero largar pelos meus próprio braços. O tronco suporta as folhas e os frutos, novas amizades que nunca pareceram maduras, mas que neste lugar são facilmente atingidas pelo sol que amadurece e converte o que não era bom em indispensável, no fruto que após ser provado se torna no vício e na linguagem mais natural e genuina que posso assumir.


É com um simples descuido que deixo que as tuas palavras se arrastem na brisa tão rara que se dissipa logo pela madrugada neste campo que rapidamente contraiu o papel de nossa casa, é o nosso lar forjado durante estes dias que estão desde o início contados.
Tenho medo do regresso forçado às minhas origens, aos ares que me concederam, mas que tu poluis-te com a tua malícia e altivez que sou capaz de detectar, também em mim, mas desta vez triplicados. Ares que infectados com pecados que ultrapassam a naturalidade do real são atraídos para mim como a caneta desta folha. É nesta espessa nuvem que me estou a sufocar e é agora que o meu fôlego vai ser cortado pela eternidade.

P.S.: Salva apenas metade de mim, a outra metade merece lá ficar.


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