É
disfarçada por entre o mar de rostos curiosos e a transpirar de
alegria que vagueio neste mundo. É encantada pela imensa diversidade de corpos
acostumados às suas tradições e que pela primeira vez entram no livro da
história de uma família enraizada na mais profunda e pura terra, reconhecida e
admirada, que não quero largar pelos meus próprio braços. O tronco suporta as
folhas e os frutos, novas amizades que nunca pareceram maduras, mas que neste
lugar são facilmente atingidas pelo sol que amadurece e converte o que não era
bom em indispensável, no fruto que após ser provado se torna no vício e na
linguagem mais natural e genuina que posso assumir.
É com um simples descuido que deixo que as
tuas palavras se arrastem na brisa tão rara que se dissipa logo pela
madrugada neste campo que rapidamente contraiu o papel de nossa casa, é o nosso
lar forjado durante estes dias que estão desde o início contados.
Tenho medo do regresso forçado às minhas
origens, aos ares que me concederam, mas que tu poluis-te com a tua malícia e
altivez que sou capaz de detectar, também em mim, mas desta vez triplicados.
Ares que infectados com pecados que ultrapassam a naturalidade do real são
atraídos para mim como a caneta desta folha. É nesta espessa nuvem que me estou
a sufocar e é agora que o meu fôlego vai ser cortado pela eternidade.
P.S.: Salva apenas metade de mim, a outra metade merece lá
ficar.

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