Gritei o teu nome, mas a única resposta que obtive foi
a do eco da minha própria ansiedade, do meu desespero ardente e
incapacidade de te encontrar para te trazer de volta para casa, onde realmente
pertences.
Procurei-te nas ruelas caprichosas da nossa história,
mas nenhuma delas te encobria, nem mesmo sabia falar de ti.... Não marcaste a
minha vida da maneira que gostas de pensar ser verdade; o teu nome não consta
na extensa lista de perdidos e achados da minha existência.
Dancei e cantei as tuas expressões, os teus gestos,
mas a tu não os vieste reclamar.
Escrevi uma carta e lancei-a ao vento, mas a tua
resposta, ainda hoje, não chegou. Questiono-me se a rasgaste e deitaste fora,
ou se nem mesmo o destino me quer entregue a ti. Serás o perigo junto a
mim?
Pedi o desejo à estrela mais brilhante do céu, pedi
que aparecesses, não para te aprisionar em mim, mas para saber se estás bem,
para ter novidades tuas, para saber de ti, para ouvir o teu nome uma última
vez, mesmo não sabendo que esta pode ser a última.
Esperei, espero, esperarei sempre por ti, aqui, onde
desapareceste sem sequer perguntares se ainda me fazias falta.
Tenho saudades tuas, isso faz de mim fraca?

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