sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Só que quero dizer:

Não desistas de ti. Não te abandones.

   Criança alegre e extrovertida, que dançava no meio da rua, cantava quando ia passear, ria sem saber porquê; porque cresceste? Porque já não ris? Porque és fria e tão triste?
Perdeste toda a tua alegria, perdeste tudo o que fazia de ti quem devias ser hoje. Espantaste todo o teu furor e garra de viver. Porque continuas a fazer isto a ti mesma? Porque é que não paras? Menina alegre dos meus dias, porque não voltas?
Destruíste os teus próprios sonhos, descalçaste-os e colocaste-os no fundo da prateleira, guardados num saco de alfazema. Tu própria perdeste a fé em ti. Estás à espera que alguém acredite em ti se tu própria não o fazes? Não vai acontecer, nunca acontece. Menina dos meus olhos, sorri para mim mais uma vez, é tudo o que te peço! Já nem a mim escutas? Sai desse buraco, por favor, tens um mundo inteiro à tua espera, não faças isto a ti própria!


    Dizem que afastaste de ti todos os que te querem bem. A mim também? Já não contas comigo? Não voltas a dançar comigo? Ages como um corpo desprovido de vida: nada te perturba, nada te escandaliza, nada te incomoda. Lembro-me da noite do espectáculo, minha estrela! Noite tão linda, dançaste tão bem, tu e o teu dom num palco só para vocês. Meu amor, porque não danças mais? Porque não te pões de pé e calças os teus sonhos? Não tens saudades?
Quando acordares desse teu sonho, tão irreal, eu estarei aqui. Basta que olhes para este mundo, deixa esse! Vive agora, minha princesa! Não vês o que estás a fazer a ti mesma? E aos outros, a mim, não vês? Acorda meu amor, eu estou aqui!

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